quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A origem do Hallowe'en


A origem do Hallowe’en remonta à época dos druídas, há mais de trezentos anos.
Na Irlanda e na Escócia, a 31 de Novembro, celebrava-se um festival chamado Sonhain, que assinalava o fim do verão.
Os druídas acreditavam que, nessa noite, abria-se uma janela entre o mundo terreno e o dos espíritos.
Mais tarde, os cristãos tornaram sua a festa e transformaram o dia 1 de Novembro no dia dos defuntos. Assim, o dia 31 de Outubro passou a ser All Hallow’s Eve – a véspera do dia dos santos, daí Hallowe’en.
O espírito da tradição celta perdurou até aos nossos dias e mantêm-se imensos costumes típicos do primitivo Hallowe’en como a abóbora.

Imagens extraídas do site www.sapo.pt

Diana Pereira

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

E tu és uma "Cabeça(s) no Ar"?

O musical com canções de Carlos Tê, João Gil e Rui Veloso, estreia, hoje, na Invicta, depois do enorme sucesso alcançado, em Lisboa.
Cabeças no Ar pode ser visto dias 26 e 27, sexta-feira e sábado, às 21h30 e, dia 28, domingo, às 16h30. A encenação esta a cargo de Adriano Luz. Os bilhetes variam entre os 5.oo (galeria) e os 20.00 €uros (cadeira de orquestra).
Uma Co-Produção da Associação Amigos do Coliseu do Porto e do Teatro Municipal São Luiz.

A História...

A história passa-se numa escola secundária classificada no último lugar do ranking nacional, localizada na periferia de uma grande cidade. A personagem principal, Orlando-de-vez-em-quando não gosta da escola. Orlando só vai à escola para estar com os amigos e fica a maior parte do tempo no recreio. Certo dia os jardineiros decidem intervir e é então que aparece um professor de português que vai fazer toda a diferença. A estratégia encontrada consiste em fazer com que Orlando descubra o primeiro amor. Mas, para que o novo professor chegue é preciso fazer com que o titular desapareça e, este, acaba por meter baixa. Para que tal venha a acontecer há todo um desenrolar de peripécias, quotodianas, que se sucedem. No meio de tudo isto, o sexo feminino e o sexo masculino medem forças e o primeiro faz-se ouvir.

E no fim... para saberes como acaba a peça vai assistir.

No Coliseu do Porto, de hoje até domingo.

Diana Pereira

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

"Leva-se sempre algo para cada personagem"

Porque o primeiro trabalho nunca se esquece! Esta foi a minha primeira entrevista, em Maio de 2005, ao actor João Baião e à actriz Maria de Lurdes Norberto.


No passado dia 27, dois dias antes do elenco da Rainha do Ferro Velho se despedir da nossa cidade, a actriz Lurdes Norberto e o actor e apresentador João Baião, concederam uma curta entrevista ao Superior, onde nos falaram um pouco das suas personagens.


Diana Pereira (D.P.) – Como define o leque de actores que compõem este elenco?
Lurdes Norberto (L.N.) –
Refere-se às diferenças de idade? Isso não é problema algum. Somos todos amigos. A Maria João Abreu e o José Raposo são pessoas muito simpáticas, com quem nos damos muito bem. Além do mais, é sempre bom trabalhar com os mais novos, eles também acabam por nos ensinar.



D.P. – Esta peça, escrita em 1956, é considerada muito actual. Em que sentido?
João Baião (J.B.) –
Esta peça é muito actual, pois, embora tenha sido escrita nos anos 50, acaba por ser um reflexo da nossa sociedade, onde há muita hipocrisia…



D.P. – Como se prepararam para este papel e que dificuldades encontraram?
L.N. –
Não me preparei muito. O meu papel é o da mulher do Senador, que no fundo se reflecte no que ele é.
J.B. – Eu interpreto o papel de um jornalista, mas um jornalista sério, de investigação. Para me preparar, recorri a filmes da época e tentei colocar-me no lugar da personagem da época. Foi muito intenso, mas considero que valeu a pena.



D.P. – Quanto tempo tiveram para se preparar? Foi o suficiente?
L.N. –
Não temos um tempo definido. Aliás, nenhuma peça começa sem que os actores tenham tido tempo para se preparar.
J.B. – Exactamente. O tempo é sempre relativo.



D.P. – O que levaram de si para esta personagem?
J.B. – Mesmo que não quiséssemos levar nada, acaba-se por levar algo de nós. Isso é muito relativo, pode variar de cada personagem, mas leva-se sempre algo para cada personagem. É inevitável.



D.P. – Se tivessem que escolher uma pessoa da nossa sociedade para interpretar o vosso papel, quem seria? Porquê?
J.B. e L.B. (risos) –
Estaríamos aqui muito tempo…
L.N. – Eu não escolheria ninguém em particular, pois o meu papel é o da mulher de um Senador…
J.B. - No inicio desta peça, cheguei a dizer que me identificava com a jornalista Felícia Cabrita, pois deu a cara pelo processo Casa Pia. Mas, depois veio o Processo Casa Pia e todos os seus acontecimentos. Agora não me identifico com ninguém em particular. Apenas com os que, de certa maneira, tentam mudar um pouco a sociedade e fazer o seu trabalho da melhor maneira.



D.P. - Como sentiram a direcção de Filipe Lá Féria?
L.N. –
É muito bom.
J.B. – Muito bom. É uma pessoa que sabe o que faz, uma pessoa com muito bom gosto, fácil de lidar e com um óptimo sentido de humor. Sabe aquilo que quer e luta para alcançar o que se propõe fazer.



D.P. – Consideram que o nosso país dá o devido valor ao teatro/revista?
L.N. –
Atenção! A peça é uma comédia e não uma revista. São géneros diferentes. O público agora dá valor. Há uns tempos atrás não dava tanto. Acho que começou a despertar e a dar valor a quem faz o que gosta. Podemos até dizer que esta peça é uma lata comédia, com a qual as pessoas acabam por se identificar.
J.B. – Sim é, sem dúvida uma alta comédia!



D.P. – Ambos interpretaram já inúmeros papéis, cada um mais diferente do que o outro. Qual foi o que lhes deu mais curiosidade / prazer representar? Porquê?
L.N. –
Eu já estou quase com 50 anos de carreira e por isso é muito difícil destacar só um, mas, gostei imenso de fazer a Maria Eduarda, nos Maias.
J.B. – Sim, aliás a Lurdes tem um curriculum vastíssimo!
L.N. – De qualquer maneira é sempre muito difícil responder a essa questão, uma vez que sempre gostei imenso dos papéis que fiz até hoje.
J.B. – Eu também não consigo encontrar só um. Mas, posso destacar a “Rosa Tatuada”, a “Maldita Cocaína”, a “Grande Noite”, com especial destaque para a primeira.




D.P. – Para além do Teatro Sá da Bandeira, vão estar em mais algum teatro ou voltam para o Poletiama?
L.N. e J.B. – Não. Não vamos estar em mais nenhum teatro. Aliás, vamos estar parados durante algum tempo e esperamos voltar com a peça no mês de Dezembro.


D.P. – Consideram que os jovens dão o devido valor ao vosso trabalho?
L.N. –
Estão a dar mais. Está a mudar a relação com os mais jovens no que respeita à sua questão. Pouco a pouco estamos a mudar.
J.B. – Sim. O público têm vindo a dar mais valor ao que fazemos, embora, tenha havido uma fazes em que não era bem assim…



D.P. – Está prevista alguma ida ao estrangeiro?
L.N. – Não. Não vamos ao estrangeiro com esta peça.



D.P. – Mas, gostariam de levar a peça ás comunidades portuguesas?
L.N. e J.B. –
Sim! Claro que sim. É sempre uma mais valia dar a conhecer o nosso trabalho, não só aos portugueses de cá, como aos que estão espalhados pelo mundo.
J.B. – Gostaríamos, de fazer o intercâmbio com o Brasil. Os actores brasileiros vêm cá apresentar as suas peças e nós gostaríamos de fazer o mesmo. Recebêmo-los sempre muito bem e gostaríamos muito de dar a conhecer o que se faz no nosso país.
L.N. – Aliás, eles gostam muito do nosso trabalho.



D.P. – Têm novos projectos? Será que nos poderiam falar um pouco deles?
L.N. e J.B. –
Projectos há sempre!
L.N. – Eu não gosto muito de falar acerca disso, mas, posso adiantar que vou entrar numa série para o canal SIC, sobre “O Crime do Padre Amaro”.



D.P. - Para terminar, gostaria de saber se ainda têm tempo para fazerem o que mais gostam, no meio da azáfama em que vivem?
J.B. –
Claro que sim!
L.N. – Sim, embora estejamos um pouco privados, quando se trata de teatro. Mas há sempre tempo para fazer o que se gosta. Por exemplo, estávamos (antes de vir para cá) a jantar num restaurante e estávamos a adorar o convívio.
J.B. – Eu adoro viajar. Ler, estar com os amigos e com a família (sempre que possível). Mas, viajar é sem dúvida o que me dá imenso prazer. Adoro!




Diana Pereira

segunda-feira, 1 de outubro de 2007




Diana Pereira

Jerónimo apela a um PCP mais forte na inauguração de nova Sede

Secretário - Geral do PCP (Partido Comunista Português) apelou, ontem, a um PCP mais forte na inauguração da nova Sede do Partido, em S. Pedro da Cova, Gondomar.
Num almoço que contou com mais de 200 pessoas, Jerónimo de Sousa, pediu um partido “mais forte, mais organizado e interventivo”, para fazer frente ao governo.
Jerónimo considera que este “Governo está a servir o grande capital” adiantando que “Isto é assim na Segurança Social, no Serviço Nacional de Saúde, na Educação. Tudo é transformado numa área de negócio”. Segundo o líder comunista o partido pode fazer a diferença através da sua união. O mesmo considera que o país pode ter um novo rumo com a união do partido, da criação de novos postos de trabalho e da defesa dos direitos dos trabalhadores.
O secretário- geral pediu para os trabalhadores não deixarem de lutar pelos seus direitos, ao mesmo tempo, que pedia resistência, aos militantes, para conseguirem avançar e alcançar os seus objectivos.
Jerónimo de Sousa agradeceu, a todos aqueles que contribuíram para a abertura do mais recente centro de trabalho do partido pedindo para os presentes se juntarem à manifestação, dia 18 deste mês, promovida pela CGTP, em Lisboa.
Diana Pereira