Porque o primeiro trabalho nunca se esquece! Esta foi a minha primeira entrevista, em Maio de 2005, ao actor João Baião e à actriz Maria de Lurdes Norberto.No passado dia 27, dois dias antes do elenco da Rainha do Ferro Velho se despedir da nossa cidade, a actriz Lurdes Norberto e o actor e apresentador João Baião, concederam uma curta entrevista ao Superior, onde nos falaram um pouco das suas personagens.
Diana Pereira (D.P.) – Como define o leque de actores que compõem este elenco?
Lurdes Norberto (L.N.) – Refere-se às diferenças de idade? Isso não é problema algum. Somos todos amigos. A Maria João Abreu e o José Raposo são pessoas muito simpáticas, com quem nos damos muito bem. Além do mais, é sempre bom trabalhar com os mais novos, eles também acabam por nos ensinar.
Lurdes Norberto (L.N.) – Refere-se às diferenças de idade? Isso não é problema algum. Somos todos amigos. A Maria João Abreu e o José Raposo são pessoas muito simpáticas, com quem nos damos muito bem. Além do mais, é sempre bom trabalhar com os mais novos, eles também acabam por nos ensinar.
D.P. – Esta peça, escrita em 1956, é considerada muito actual. Em que sentido?
João Baião (J.B.) – Esta peça é muito actual, pois, embora tenha sido escrita nos anos 50, acaba por ser um reflexo da nossa sociedade, onde há muita hipocrisia…
João Baião (J.B.) – Esta peça é muito actual, pois, embora tenha sido escrita nos anos 50, acaba por ser um reflexo da nossa sociedade, onde há muita hipocrisia…
D.P. – Como se prepararam para este papel e que dificuldades encontraram?
L.N. – Não me preparei muito. O meu papel é o da mulher do Senador, que no fundo se reflecte no que ele é.
J.B. – Eu interpreto o papel de um jornalista, mas um jornalista sério, de investigação. Para me preparar, recorri a filmes da época e tentei colocar-me no lugar da personagem da época. Foi muito intenso, mas considero que valeu a pena.
L.N. – Não me preparei muito. O meu papel é o da mulher do Senador, que no fundo se reflecte no que ele é.
J.B. – Eu interpreto o papel de um jornalista, mas um jornalista sério, de investigação. Para me preparar, recorri a filmes da época e tentei colocar-me no lugar da personagem da época. Foi muito intenso, mas considero que valeu a pena.
D.P. – Quanto tempo tiveram para se preparar? Foi o suficiente?
L.N. – Não temos um tempo definido. Aliás, nenhuma peça começa sem que os actores tenham tido tempo para se preparar.
J.B. – Exactamente. O tempo é sempre relativo.
L.N. – Não temos um tempo definido. Aliás, nenhuma peça começa sem que os actores tenham tido tempo para se preparar.
J.B. – Exactamente. O tempo é sempre relativo.
D.P. – O que levaram de si para esta personagem?
J.B. – Mesmo que não quiséssemos levar nada, acaba-se por levar algo de nós. Isso é muito relativo, pode variar de cada personagem, mas leva-se sempre algo para cada personagem. É inevitável.
J.B. – Mesmo que não quiséssemos levar nada, acaba-se por levar algo de nós. Isso é muito relativo, pode variar de cada personagem, mas leva-se sempre algo para cada personagem. É inevitável.
D.P. – Se tivessem que escolher uma pessoa da nossa sociedade para interpretar o vosso papel, quem seria? Porquê?
J.B. e L.B. (risos) – Estaríamos aqui muito tempo…
L.N. – Eu não escolheria ninguém em particular, pois o meu papel é o da mulher de um Senador…
J.B. - No inicio desta peça, cheguei a dizer que me identificava com a jornalista Felícia Cabrita, pois deu a cara pelo processo Casa Pia. Mas, depois veio o Processo Casa Pia e todos os seus acontecimentos. Agora não me identifico com ninguém em particular. Apenas com os que, de certa maneira, tentam mudar um pouco a sociedade e fazer o seu trabalho da melhor maneira.
J.B. e L.B. (risos) – Estaríamos aqui muito tempo…
L.N. – Eu não escolheria ninguém em particular, pois o meu papel é o da mulher de um Senador…
J.B. - No inicio desta peça, cheguei a dizer que me identificava com a jornalista Felícia Cabrita, pois deu a cara pelo processo Casa Pia. Mas, depois veio o Processo Casa Pia e todos os seus acontecimentos. Agora não me identifico com ninguém em particular. Apenas com os que, de certa maneira, tentam mudar um pouco a sociedade e fazer o seu trabalho da melhor maneira.
D.P. - Como sentiram a direcção de Filipe Lá Féria?
L.N. – É muito bom.
J.B. – Muito bom. É uma pessoa que sabe o que faz, uma pessoa com muito bom gosto, fácil de lidar e com um óptimo sentido de humor. Sabe aquilo que quer e luta para alcançar o que se propõe fazer.
L.N. – É muito bom.
J.B. – Muito bom. É uma pessoa que sabe o que faz, uma pessoa com muito bom gosto, fácil de lidar e com um óptimo sentido de humor. Sabe aquilo que quer e luta para alcançar o que se propõe fazer.
D.P. – Consideram que o nosso país dá o devido valor ao teatro/revista?
L.N. – Atenção! A peça é uma comédia e não uma revista. São géneros diferentes. O público agora dá valor. Há uns tempos atrás não dava tanto. Acho que começou a despertar e a dar valor a quem faz o que gosta. Podemos até dizer que esta peça é uma lata comédia, com a qual as pessoas acabam por se identificar.
J.B. – Sim é, sem dúvida uma alta comédia!
L.N. – Atenção! A peça é uma comédia e não uma revista. São géneros diferentes. O público agora dá valor. Há uns tempos atrás não dava tanto. Acho que começou a despertar e a dar valor a quem faz o que gosta. Podemos até dizer que esta peça é uma lata comédia, com a qual as pessoas acabam por se identificar.
J.B. – Sim é, sem dúvida uma alta comédia!
D.P. – Ambos interpretaram já inúmeros papéis, cada um mais diferente do que o outro. Qual foi o que lhes deu mais curiosidade / prazer representar? Porquê?
L.N. – Eu já estou quase com 50 anos de carreira e por isso é muito difícil destacar só um, mas, gostei imenso de fazer a Maria Eduarda, nos Maias.
J.B. – Sim, aliás a Lurdes tem um curriculum vastíssimo!
L.N. – De qualquer maneira é sempre muito difícil responder a essa questão, uma vez que sempre gostei imenso dos papéis que fiz até hoje.
J.B. – Eu também não consigo encontrar só um. Mas, posso destacar a “Rosa Tatuada”, a “Maldita Cocaína”, a “Grande Noite”, com especial destaque para a primeira.
L.N. – Eu já estou quase com 50 anos de carreira e por isso é muito difícil destacar só um, mas, gostei imenso de fazer a Maria Eduarda, nos Maias.
J.B. – Sim, aliás a Lurdes tem um curriculum vastíssimo!
L.N. – De qualquer maneira é sempre muito difícil responder a essa questão, uma vez que sempre gostei imenso dos papéis que fiz até hoje.
J.B. – Eu também não consigo encontrar só um. Mas, posso destacar a “Rosa Tatuada”, a “Maldita Cocaína”, a “Grande Noite”, com especial destaque para a primeira.
D.P. – Para além do Teatro Sá da Bandeira, vão estar em mais algum teatro ou voltam para o Poletiama?
L.N. e J.B. – Não. Não vamos estar em mais nenhum teatro. Aliás, vamos estar parados durante algum tempo e esperamos voltar com a peça no mês de Dezembro.
D.P. – Consideram que os jovens dão o devido valor ao vosso trabalho?
L.N. – Estão a dar mais. Está a mudar a relação com os mais jovens no que respeita à sua questão. Pouco a pouco estamos a mudar.
J.B. – Sim. O público têm vindo a dar mais valor ao que fazemos, embora, tenha havido uma fazes em que não era bem assim…
L.N. e J.B. – Não. Não vamos estar em mais nenhum teatro. Aliás, vamos estar parados durante algum tempo e esperamos voltar com a peça no mês de Dezembro.
D.P. – Consideram que os jovens dão o devido valor ao vosso trabalho?
L.N. – Estão a dar mais. Está a mudar a relação com os mais jovens no que respeita à sua questão. Pouco a pouco estamos a mudar.
J.B. – Sim. O público têm vindo a dar mais valor ao que fazemos, embora, tenha havido uma fazes em que não era bem assim…
D.P. – Está prevista alguma ida ao estrangeiro?
L.N. – Não. Não vamos ao estrangeiro com esta peça.
L.N. – Não. Não vamos ao estrangeiro com esta peça.
D.P. – Mas, gostariam de levar a peça ás comunidades portuguesas?
L.N. e J.B. – Sim! Claro que sim. É sempre uma mais valia dar a conhecer o nosso trabalho, não só aos portugueses de cá, como aos que estão espalhados pelo mundo.
J.B. – Gostaríamos, de fazer o intercâmbio com o Brasil. Os actores brasileiros vêm cá apresentar as suas peças e nós gostaríamos de fazer o mesmo. Recebêmo-los sempre muito bem e gostaríamos muito de dar a conhecer o que se faz no nosso país.
L.N. – Aliás, eles gostam muito do nosso trabalho.
L.N. e J.B. – Sim! Claro que sim. É sempre uma mais valia dar a conhecer o nosso trabalho, não só aos portugueses de cá, como aos que estão espalhados pelo mundo.
J.B. – Gostaríamos, de fazer o intercâmbio com o Brasil. Os actores brasileiros vêm cá apresentar as suas peças e nós gostaríamos de fazer o mesmo. Recebêmo-los sempre muito bem e gostaríamos muito de dar a conhecer o que se faz no nosso país.
L.N. – Aliás, eles gostam muito do nosso trabalho.
D.P. – Têm novos projectos? Será que nos poderiam falar um pouco deles?
L.N. e J.B. – Projectos há sempre!
L.N. – Eu não gosto muito de falar acerca disso, mas, posso adiantar que vou entrar numa série para o canal SIC, sobre “O Crime do Padre Amaro”.
L.N. e J.B. – Projectos há sempre!
L.N. – Eu não gosto muito de falar acerca disso, mas, posso adiantar que vou entrar numa série para o canal SIC, sobre “O Crime do Padre Amaro”.
D.P. - Para terminar, gostaria de saber se ainda têm tempo para fazerem o que mais gostam, no meio da azáfama em que vivem?
J.B. – Claro que sim!
L.N. – Sim, embora estejamos um pouco privados, quando se trata de teatro. Mas há sempre tempo para fazer o que se gosta. Por exemplo, estávamos (antes de vir para cá) a jantar num restaurante e estávamos a adorar o convívio.
J.B. – Eu adoro viajar. Ler, estar com os amigos e com a família (sempre que possível). Mas, viajar é sem dúvida o que me dá imenso prazer. Adoro!
Diana Pereira
J.B. – Claro que sim!
L.N. – Sim, embora estejamos um pouco privados, quando se trata de teatro. Mas há sempre tempo para fazer o que se gosta. Por exemplo, estávamos (antes de vir para cá) a jantar num restaurante e estávamos a adorar o convívio.
J.B. – Eu adoro viajar. Ler, estar com os amigos e com a família (sempre que possível). Mas, viajar é sem dúvida o que me dá imenso prazer. Adoro!
Diana Pereira
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