terça-feira, 6 de outubro de 2009

Saudade!

Comemora-se, hoje, uma década do falecimento da fadista Amália Rodrigues
Amália é considerada o exemplo máximo do fado.
Amália Rodrigues deu uma contribuição significativa para a história do Fado, ao introduzir e cantar alguns dos maiores autores portugueses como, por exemplo, David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Melo, José Carlos Ary dos Santos, Luíz Vaz de Camões, Bocage, Manuel Alegre, O´Neill. Conhece, também, Alain Ouman , que lhe compõe várias canções.
Aos 12 anos sai da escola e aos 15 anos Integra a Marcha Popular de Alcântara, de 1936.
A fadista começa a actuar nas típicas tasquinhas de fado mas só em 1939 é que aceita cantar no Retiro da Severa, uma das casas de fado mais populares da altura.
Em 1940, estreia-se no teatro de revista, na peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória acabando por conhecer o compositor de muitos dos seus fados, Frederico Valério. Três anos depois divorcia-se e, nesse mesmo ano, actua fora do país, em Madrid, Espanha.
Em 1944, consegue um papel na opereta Rosa Cantadeira, onde interpreta o Fado do Cíume. Em Setembro, actua no Casino Copacabana, no Rio de Janeiro, Brasil.
Estreia-se, em 1947, no cinema com o filme
Capas Negras e no mesmo ano em Fado, História de uma Cantadeira. Em Roma, Itália, actua no Teatro Argentina.
Em Setembro ,de 1952, a sua estreia em Nova Iorque fez-se no palco do La Vie en Rose. Edita o seu primeiro LP (as gravações anteriores eram em discos de 78 rotações).
No ano seguinte, 1953, canta pela primeira vez na televisão (NBC).
O seu fado de Peniche é proibido por ser considerado um hino aos que se encontram presos em Peniche, Amália escolhe também um poema de Pedro Homem de Mello, Povo que lavas no rio,
que ganha uma dimensão política.
Case-se pela segunda vez, em 1961, com o engenheiro brasileiro César Seabra.
Em 1966, volta aos Estados Unidos
.
Em 1969, Amália, é condecorada, em 1969, pelo presidente do conselho, Marcelo Caetano, na Exposição Mundial de Bruxelas antes de iniciar a sua digressão à antiga União Soviética
.
O álbum Encontro - Amália e Don Byas é gravado em 1974.
Recebe o grau de oficial da Ordem do Infante D-Henrique, pelo Presidente da Republica Mário Soares.
Em 1997 é editado o seu último álbum com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975 (Segredo). Amália publica um livro de poemas (Versos) e vê ser-lhe feita uma homenagem nacional na Exposição Mundial de Lisboa (Expo 98
).
Em Abril de 1999, Amália desloca-se pela última vez a Paris, em Abril de 1999, e é condecorada na Cinemateca Francesa. A 6 de Outubro de 1999,
Amália Rodrigues morre repentinamente.
A fadista foi sepultada no Cemitério dos Prazeres.
Dois anos depois, em Julho de 2001, foi transladada para o Panteao Nacional onde figura ao lado de nomes tão sonantes de Portugal como Almeida Garrett, escritor (1799-1854), Aquilino Ribeiro, escritor (1885-1963), Guerra Junqueiro, escritor (1850-1923), Humberto Delgado, opositor ao Estado Novo (1906-1965), João de Deus, escritor (1830-1896), Manuel de Arriaga, presidente da República (1840-1917), Óscar Carmona, presidente da República (1869-1951), Sidónio Pais, presidente da República (1872-1918) e Teófilo Braga, presidente da República (1843-1924).




Diana Pereira

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